Elas Querem Ser Donas

Matéria de hoje do Estadão: existem 5,5 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil. O artigo comenta a pesquisa mais recente da GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que mostra que 9,6% da população feminina, no Brasil, é dona do próprio negócio. O país ficou em décimo lugar no ranking mundial de empreendedorismo feminino e ocupa o décimo segundo lugar em empreendedorismo masculino (hoje equivalente a 13,7% da população).
Na análise de Paulo Okamoto, presidente do Sebrae, o resultado ilustra a maior presença da mulher no mercado de trabalho, mas também destaca o fato de que hoje elas não estão empreendendo apenas por necessidade, mas para realizarem o sonho de serem empresárias.
Maiores detalhes sobre a pesquisa, disponíveis no site oficial da GEM, revelam três fatores que impactam positivamente, a nível global, o envolvimento das mulheres em atividades empreendedoras: o nível educacional mais alto, maior renda familiar e a experiência profissional.
Temos observado o movimento de mulheres de alta educação e alta renda que deixam a vida corporativa tradicional para iniciarem seus próprios negócios. Notamos que, muitas vezes, o gatilho que dispara esta decisão é a chegada dos filhos. O desejo de integrar a profissão de uma forma mais flexível aos diversos papéis que se acumulam durante a maternidade, impulsiona a busca por diferentes formatos de trabalho, o que, por sua vez, é um celeiro para o empreendedorismo.
Estamos, justamente neste momento, desenvolvendo um estudo para investigar este novo modelo de “working mother”, seus conflitos, motivações e ambições. Acreditamos que existe aí um importante grupo de consumo, com necessidades e desejos específicos, que merece a atenção das empresas e suas marcas.
Denise Gallo e Renata Petrovic são sócias da Uma a Uma.
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Uma a Uma - inteligência de mercado no público feminino. » Nossa Seleção - Lembranças e Lembrancinhas disse,
10 de Julho de 2007 @ 11:53
[…] De nosso lado, notamos que existe um universo de pais e mães que, embora tenham, sim, o tempo muito escasso e sejam potenciais clientes de serviços facilitadores, se interessam pelo resgate de uma “infância mais infantil”. Para este público, decerto, faltam alternativas. Mães empreendedoras do artigo de ontem, está aí um interessante nicho a ser explorado. (Publicado em 19/04/07) […]