Ricas
As mulheres estão ficando ricas. Ricas não, milionárias! Na Inglaterra, pelo menos.
O número de mulheres presentes na lista dos britânicos mais ricos, feita anualmente pelo Sunday Times, cresceu 44% em 10 anos. E as ricas estão se tornando mais ricas ainda: o patrimônio acumulado por estas mulheres aumentou em mais de 50%, de 1997 a 2007.
O prognóstico do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (The Centre for Economics and Business Research), é um tanto otimista: até 2020, o número de mulheres milionárias, na Grã-Bretanha, irá superar o de homens.
E, para aqueles que acham que mulher fica rica mesmo é quando casa com milionário ou quando recebe herança, uma notícia: 84% das mulheres ricas acumularam sua fortuna através de trabalho, negócios e investimentos, segundo pesquisa do instituto Economist Intelligence Unit. O instituto britânico, que faz parte do mesmo grupo da The Economist, entrevistou 600 pessoas ricas e influentes em várias partes do mundo e afirmou que apenas um quarto das mulheres entrevistadas citou o casamento como fonte de riqueza.
O mesmo relatório sugere que o aumento do número de mulheres milionárias se deve, sobretudo, ao crescimento do setor de serviços em todo o mundo, um setor em que o trabalho feminino se destaca.
Além das entrevistas com milionários, o estudo ouviu especialistas em riqueza e gênero e estudou casos de empresárias de sucesso, para comparar hábitos e trajetórias de mulheres e homens bem-sucedidos.
Ambos os sexos consideram que a formação universitária, a determinação e a independência que tiveram desde jovens, foram fundamentais para o sucesso que alcançaram. As mulheres, contudo, citam “a família estruturada” como fator importante em sua trajetória.
Quando o assunto é “torrar a grana” os hábitos também se assemelham: viagens, jantares, eventos culturais e arte. Algumas diferenças: homens gostam de participar de esportes. Mulheres, não fazem questão. E, como se pode imaginar, o relatório mostrou que mais mulheres usam lojas como forma de terapia (37%), contra apenas 12% dos homens. Ou seja, dura, meio-dura ou milionária, nada como uma roupinha nova para espantar a tristeza e para “se conhecer melhor”.
Denise Gallo e Renata Petrovic são sócias da Uma a Uma.
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