<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="wordpress/2.0.10" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>Blog da Denise Gallo</title>
	<link>http://blog.umaauma.com.br</link>
	<description>Marketing e Mulher</description>
	<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 18:34:53 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.0.10</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Novas autoridades</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2010/01/17/novas-autoridades/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2010/01/17/novas-autoridades/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 18:34:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2010/01/17/novas-autoridades/</guid>
		<description><![CDATA[Minha coluna, publicada na Revista TPM de janeiro.
A vida dos profissionais de marketing já foi mais fácil. Bons tempos - e nem faz tanto tempo assim – em que seu trabalho era decidir como comunicar as incríveis novidades que os engenheiros inventavam para os produtos. Faziam umas pesquisas para se certificar de que a massa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Minha coluna, publicada na Revista TPM de janeiro.</em></p>
<p>A vida dos profissionais de marketing já foi mais fácil. Bons tempos - e nem faz tanto tempo assim – em que seu trabalho era decidir como comunicar as incríveis novidades que os engenheiros inventavam para os produtos. Faziam umas pesquisas para se certificar de que a massa de consumidores entenderia o que seria dito na publicidade, compravam bastante espaço para pôr seus comerciais na novela e pronto.</p>
<p>As coisas ficaram mais difíceis quando falar do produto já não fazia muita diferença. Com a tecnologia disponível a todos os concorrentes, as marcas passaram a precisar de personalidade, de alma. Os profissionais de marketing tiveram que ficar sensíveis - meio místicos, meio bruxos - para dar conta de tanta magia. Alma psicografada, o negócio era dar play no maior número possível de canais, para cobrir a audiência cada vez mais fragmentada, com mensagens coerentes e, principalmente, controladas.</p>
<p>Mas estes consumidores não sossegam! Agora resolveram se expressar. Estão ficando saidinhos. Escrevem blogs, publicam o que querem, atingem milhares de pessoas, se organizam em torno de seus próprios interesses e causas. E, ainda por cima, estão ficando céticos em relação à publicidade das empresas. Preferem as recomendações de pessoas comuns, dentro ou fora do ambiente on-line. Pessoas conectadas com pessoas. Milhões de pessoas conectadas entre si. Os publicitários devem estar pensando que eram felizes e não sabiam, quando seu principal desafio era o controle remoto.</p>
<p>Embora muito do que se vê nas redes sociais ainda seja motivado por uma vontade de aparecer nunca antes imaginada - com pessoas compartilhando com o mundo notícias tão relevantes quanto “estou saindo da academia” - é impossível não enxergar a descentralização da autoridade entre emissores e receptores e o potencial de transformação que isso representa. O problema é a vontade incontrolável de controlar. Especialistas se apressam em desenvolver técnicas para colonizar as novas terras, aprendendo a identificar influenciadores e a utilizá-los como mídia “espontânea” de suas marcas. O risco é que, para lidar com tanta “espontaneidade”, no limite, não acreditemos mais em nada. Já imaginou? Você desconfiar que sua mãe é agente de boca-a-boca da malharia do bairro e é por isso que insiste que você leve o casaquinho para não tomar friagem? Bom será se marcas com postura transformadora – acho que existem – optarem por, no lugar de velhas estratégias de controle, fortalecer movimentos e espalhar ideias que realmente façam diferença em nossas vidas e no mundo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2010/01/17/novas-autoridades/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Símbolos líquidos</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/10/03/simbolos-liquidos-2/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/10/03/simbolos-liquidos-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 01:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/10/03/simbolos-liquidos-2/</guid>
		<description><![CDATA[Acorda, toma café rapidinho. Corre no clube, toma banho rapidinho. Depilação, unha, supermercado, livraria, almoço rapidinho. Liquidação, tecido novo para o sofá, exposição na Oca, café rapidinho. Corre, que ainda tem que tirar o atraso do cinema, jantar em algum lugar que valha a pena, passar no aniversário da amiga e tentar dormir bem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acorda, toma café rapidinho. Corre no clube, toma banho rapidinho. Depilação, unha, supermercado, livraria, almoço rapidinho. Liquidação, tecido novo para o sofá, exposição na Oca, café rapidinho. Corre, que ainda tem que tirar o atraso do cinema, jantar em algum lugar que valha a pena, passar no aniversário da amiga e tentar dormir bem para descansar, porque os sábados servem para isso. Para tudo isso. Encontro semanal com o seu bem-estar&#8230;</p>
<p>Quer saber o que é bem-estar? Ou melhor, o que é ser produtiva? Ou melhor ainda: o que é uma mulher produtiva em busca do seu bem-estar? Lá vai: sábado, uma amiga combinou um almoço comigo. Já estava chegando a hora e ela me ligou: “estou quase acabando tuuuudo o que tinha pra fazer. Agora só falta trocar minha aliança, mas já estou aqui na porta da H.Stern”. Demorei alguns segundos para entender. Por que ela ia trocar a aliança? A resposta veio sem que eu precisasse perguntar: ela não gosta de aliança fina, nunca gostou e, agora, cinco anos depois, resolveu trocá-la por uma mais grossa. Nunca esteve tão claro para ela: essa coisa de aliança fininha, delicadinha, levinha não combina com sua mão e, muito menos, com o seu casamento. Existe casamento fininho, delicadinho, levinho? O marido continuará a usar a aliança fininha porque ele gosta. Ou talvez goste da idéia de um casamento mais levinho. Mas ficou tudo bem entre eles. Aliás, tudo ótimo. Nada mais honesto que a aliança, justamente o objeto que simboliza a união, deixe bem explícita a questão essencial de todas as uniões: as diferenças. Cada um com sua individualidade, cada um com a sua espessura de aliança!</p>
<p>No mesmo dia, já em outro lugar (sábado é sábado), ouvi duas mulheres conversando. O assunto? Alianças. Ex-alianças, nesse caso. Elas conversavam sobre o que haviam feito com as suas, depois da separação. Uma largou a aliança numa caixa de badulaques, misturada a lápis quebrado, papel velho, parafuso perdido, e seu destino parece certo: o lixo. A outra guardou a sua na caixinha de jóias, sem pensar muito, mas agora, pensando bem, pra quê? Até o final da noite ela já tinha decidido que ia derreter a aliança e mandar fazer um pingente para sua filha. Quem sabe um anjo protetor das diferenças?</p>
<p>E levando-se em conta que, segundo o IBGE, aproximadamente 30% dos casamentos acabam em separação, esse negócio de derreter alianças e transformá-las em outra coisa pode ser promissor.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/10/03/simbolos-liquidos-2/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Coluna TPM</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/08/24/vidas-editadas/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/08/24/vidas-editadas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 00:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/08/24/vidas-editadas/</guid>
		<description><![CDATA[Minha coluna, publicada na TPM de agosto, na reportagem &#8220;Mentira!&#8221;
Vidas Editadas
Por Denise Gallo
Nunca compare seu interior com o exterior dos outros. A frase, muito usada por um amigo meu, é conselho essencial para a sobrevivência em tempos de biografias lapidadas. Repita-a mentalmente quando encontrar aquele casal que adora relatar viagens românticas inesquecíveis, quando conversar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Minha coluna, publicada na TPM de agosto, na reportagem &#8220;Mentira!&#8221;</em></p>
<p><strong>Vidas Editadas</strong><br />
Por Denise Gallo</p>
<p>Nunca compare seu interior com o exterior dos outros. A frase, muito usada por um amigo meu, é conselho essencial para a sobrevivência em tempos de biografias lapidadas. Repita-a mentalmente quando encontrar aquele casal que adora relatar viagens românticas inesquecíveis, quando conversar com a ex-colega de faculdade que está à mil na carreira, quando estiver diante das fotos daquela família linda, que não é a sua, e parece tão perfeita. Agora, se você gosta de ler entrevistas com mulheres famosas em revistas femininas, faça um favor a si mesma e tatue a frase na mão para jamais perdê-la de vista. Assim, chamadas de capa do tipo “hoje sou uma mulher que tem tudo”, terão o destino que merecem: sua indiferença.</p>
<p>Estariam todos mentindo? Provavelmente não. Apenas elaborando narrativas atraentes. Realidade com toques de ficção. Ou ficção com toques de realidade. Estes limites andam mesmo muito tênues. Mentiras sinceras, como diria Cazuza. As vidas narradas podem soar tão bem&#8230; Com discursos apoiados em experientes consultores de imagem, então, são verdadeiros bálsamos para reforçar nosso imaginário de sucesso. Quando o que conta é a visibilidade, passar em branco é o pior dos pesadelos. Mas, com uma boa estratégia de branding, todo mundo pode lançar um novo “eu”, posicioná-lo no mercado das identidades bem-sucedidas e melhorar sua performance. </p>
<p><strong>Invente-se, depois reinvente-se</strong><br />
Lembro de uma matéria publicada, há algum tempo, na maior revista do país, sobre a importância de esculpir uma marca pessoal convincente, da mesma forma que as empresas fazem com os seus produtos, com a ajuda de profissionais especializados. O renomado especialista em autopromoção dava o tom: “você precisa ser a sua melhor criação”. A melhor coisa era o teste de 32 questões para avaliar “o que você oferece, para quem e o que tem de diferente”, se “sua aparência reflete quem você é e está adequada ao seu mercado”, se “você sabe dizer sem pestanejar quais são suas grandes paixões na vida” e se “você sabe qual é o próximo passo para a evolução da sua marca”. Para aqueles que não atingissem desempenho satisfatório, o implacável veredicto: “você é invisível”.</p>
<p>Munidos de subjetividades bem planejadas, expressas em “lifestyles” coerentes e atualizados, sem nunca perder o bonde das tendências, os indivíduos/marcas ocupam seu lugar no mundo/mercado. Fazendo aquele esforço diário para acreditar no personagem. Mas, o bom é perceber que nem sempre a vida aceita planos bem bolados só porque são bem bolados. E, quando as coisas dão errado e a marca sai de linha, vem a incrível oportunidade de olhar para o vazio e perceber na fragilidade a maior das inspirações. Para pensar sobre isso, sugiro o filme “Enquanto o sol não vem”, de Agnès Jaoui. Uma linda homenagem àquilo que não queremos mostrar sobre nós mesmos.</p>
<p><em>Denise Gallo é sócia da Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino.</em>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/08/24/vidas-editadas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A retomada</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/08/12/a-retomada/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/08/12/a-retomada/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 19:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/08/12/a-retomada/</guid>
		<description><![CDATA[O nome da nossa entrevistada é Ana Lígia. Tem 41 anos, é arquiteta e mãe de duas meninas. Está separada há um ano e meio. Não iremos descrever sua extenuante rotina de mãe, profissional, dona-de-casa, solteira, amiga, filha, paciente, neo-baladeira etc., porque já dá pra imaginar. O resumo do resumo: não dá tempo!
Ana Lígia gosta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nome da nossa entrevistada é Ana Lígia. Tem 41 anos, é arquiteta e mãe de duas meninas. Está separada há um ano e meio. Não iremos descrever sua extenuante rotina de mãe, profissional, dona-de-casa, solteira, amiga, filha, paciente, neo-baladeira etc., porque já dá pra imaginar. O resumo do resumo: não dá tempo!</p>
<p>Ana Lígia gosta de pensar que um ano e meio ainda é pouco tempo para construir uma “vida nova”, mas é obrigada a discordar de si mesma cada vez que recebe uma notícia do seu ex-marido que, no mesmo ano e meio, já conseguiu emagrecer, voltar a surfar, ser promovido, comprar uma casa na praia, viajar para os quatro cantos do mundo e casar-se com uma moça de 28 anos que, Ana Lígia soube esses dias, está grávida de 3 meses. Um ano e meio: tanto para uns, tão pouco para Ana Lígia.</p>
<p>Quando Ana Lígia sente-se sozinha, ela entra no site do IBGE. Ela gosta de se reconhecer nas estatísticas e lembrar que não, ela não está sozinha: a taxa de divórcios no Brasil subiu 200% entre 1984 e 2007; em 2007, para cada quatro casamentos civis, foi realizada uma separação; a idade média da mulher quando se separa é justamente 39 anos; é a mulher quem fica com a guarda dos filhos em 89% dos casos; os homens divorciados se casam mais do que as mulheres divorciadas e o casamento entre homens divorciados e mulheres solteiras foi a modalidade que mais cresceu entre os registros civis na última década. Ou seja, o IBGE é praticamente um anti-depressivo para Ana Lígia. Quantitativamente, Ana Lígia <em>pertence</em>.</p>
<p>Qualitativamente, as coisas são um pouco mais complicadas. Se, até pouco tempo atrás, Ana Lígia costumava ouvir as histórias de suas amigas solteiras com a curiosidade de um antropólogo, agora ela – plim! – escorregou para o lado da tribo. Mas não pôde escorregar completamente porque tinha que levar as meninas à escola hoje cedo. Seu rito de passagem - aquele momento em que, depois de 10 anos de casada e um ano e meio separada, Ana Lígia se verá protagonizando uma cena íntima com um novo homem, também conhecida como sexo – ainda está por acontecer.  Pensar nisto provoca em Ana Lígia um misto de euforia e pânico. Mais euforia do que pânico, talvez, dependendo da quantidade de luz que ela projeta na cena imaginária. Quanto mais escuro melhor, porque Ana Lígia anda cheia de encanações com o seu corpo.</p>
<p>O que está acontecendo na vida de Ana Lígia merece muita atenção. Segundo suas próprias palavras, “turbilhão de mudanças, turbilhão de emoções”. Reorganização total. Da forma como passou a administrar a casa às mudanças nos hábitos de lazer. Dos novos amigos que fez às viagens só com as filhas. Do medo do primeiro Natal ao prazer de ficar em casa sozinha. Do novo planejamento financeiro à curiosidade sobre tudo o que está por viver. Novos hábitos, novas necessidades, novos consumos. Ana Lígia precisa ser melhor compreendida para ser melhor representada e comentou conosco que, evidentemente, nunca se reconhece nas publicidades que vê. Mas isso não é novidade.</p>
<p>No final de nossa conversa, Ana Lígia nos disse que talvez não faça sentido esperar por uma “vida nova” porque a “vida nova” é o que está rolando todos os dias e, apesar de todo o caos, ela  não lembra de ter se sentido tão cheia de vida como agora. Isso sim é novo.</p>
<p><em>Denise Gallo é sócia da Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/08/12/a-retomada/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Coluna TPM</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/16/neutralize-se/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/16/neutralize-se/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 14:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/07/16/neutralize-se/</guid>
		<description><![CDATA[Minha coluna, publicada na TPM de julho, dentro da reportagem &#8220;Nojenta?&#8220;. Tema: excesso de higiene feminina ou mulher limpinha, lisinha, sem pelos, sem cheiro e sem graça&#8230;
Neutralize-se
Por Denise Gallo
Após meses de sedução mútua, encontram-se na rua, por acaso, e resolvem tomar um chope. Um frio na barriga puxa o outro e acabam indo para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Minha coluna, publicada na TPM de julho, dentro da reportagem &#8220;<a href="http://revistatpm.uol.com.br/revista/89/reportagens/nojenta/page-1.html">Nojenta?</a>&#8220;. Tema: excesso de higiene feminina ou mulher limpinha, lisinha, sem pelos, sem cheiro e sem graça&#8230;</em></p>
<p><strong>Neutralize-se</strong><br />
Por Denise Gallo</p>
<p>Após meses de sedução mútua, encontram-se na rua, por acaso, e resolvem tomar um chope. Um frio na barriga puxa o outro e acabam indo para a casa dela. Mas ela sente um mal-estar. Sabe que não está preparada. Precisa resolver algumas pendências o quanto antes. Por isso, pedirá a ele que escolha uma música e correrá até o banheiro. Será rápida. Com a base líquida, cobrirá as manchinhas na pele. Com o creme depilatório, fará sumir os pelos intrusos. Com o lenço umedecido íntimo, eliminará “odores naturais”. Umas gotinhas de perfume e - agora sim! - sente-se adequada e feminina. Pronta para trocar fluidos higienizados noite adentro.</p>
<p>“Neutraliza odores naturais femininos”. Essa promessa, estampada em tantas embalagens de produtos íntimos, é a mais perfeita tradução do comando sórdido que dá como certo que odores naturais femininos são indesejados. Aliás, quando se trata do corpo feminino, a coluna dos “naturais indesejados” não para de crescer. Nada está bom do jeito que é. O Photoshop invade a vida real, na forma de corretivos, lenços umedecidos e aromatizantes bucais, para retocar cheiros e sabores, texturas e cores, rugas e manchas. Neutralizada em suas singularidades, a mulher lisinha, sequinha, com sabor de cereja e cheiro de perfume é a mulher desejável. Lição a ser aprendida desde cedo, como comprova a revista mui-amiga das adolescentes e suas matérias sobre produtos para beijar bem ou sobre lencinhos íntimos que “depois que você experimentar se tornarão itens de primeira necessidade em sua bolsa”. Por essas e outras fica mais fácil entender porque uma autora que inventa uma personagem que gosta do cheiro do seu corpo, uma coisa aparentemente simplória, é aclamada mundo afora como nova feminista.</p>
<p>É verdade que os médicos dispensam boa parte das traquitanas ofertadas nas prateleiras, quando orientam a higiene adequada, em geral muito bem resolvida com água e sabão. De qualquer forma, elas não são vendidas como meros produtos de higiene. Há uma teia de significados sugerindo que, mais do que limpar, trata-se de um ato de amor, de respeito, de cuidado consigo mesma. Mulheres passam publicidades inteiras acariciando-se em banhos intermináveis enquanto enfatizam que isso é ser feminina. “Cultive sua feminilidade todos os dias”, sugere o comercial de um. “Deixa a mulher ainda mais feminina”, promete o site do outro. Feminina e neutralizada.</p>
<p>Voltando à garota do início, podemos torcer para que, quando ela tentar ganhar tempo com o truque da música, ele fale que não precisam de música porque prefere ouvir a respiração dela. Ela, então, não terá como fugir para a sessão de assepsia no banheiro e, meio aflita, terá que vivenciar os cheiros e sabores do seu corpo em um dia normal. Mas, num lance inesperado da vida, esquecerá tudo o que leu nas revistas sobre o poder da pele aveludada e, um pouquinho mais livre, experimentará um outro tipo de intimidade. Nada neutralizada dessa vez.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/16/neutralize-se/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Cena deprimente</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/10/cena-deprimente/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/10/cena-deprimente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 02:32:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/07/10/cena-deprimente/</guid>
		<description><![CDATA[Toda mãe ou todo pai – ou, pelo menos, os paranóicos - já foi invadido pelo horror de imaginar o que aconteceria a seus filhos se eles, pais e mães, batessem as botas. Se os filhos são pequenos, então, essa é uma imagem tão insuportável que nem dá para descrever.
Para quem, de vez em quando, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda mãe ou todo pai – ou, pelo menos, os paranóicos - já foi invadido pelo horror de imaginar o que aconteceria a seus filhos se eles, pais e mães, batessem as botas. Se os filhos são pequenos, então, essa é uma imagem tão insuportável que nem dá para descrever.</p>
<p>Para quem, de vez em quando, é assombrado por esse pensamento cruel e doloroso, o funeral de Michael Jackson foi um verdadeiro filme de terror. E mostrou que a fantasia de que, na falta da proteção dos pais, os filhos poderão ser jogados na cova dos leões tem mesmo fundamento. Michael, do seu jeito excêntrico, possivelmente exagerado, conseguiu preservar seus filhos dos holofotes por anos e anos. Não dá pra saber se a forma que escolheu para fazer isso, cobri-los com panos esquisitos, de fato os preservou ou os expôs ainda mais. De qualquer forma, num mundo sedento por imagens, as imagens dos seus filhos estavam protegidas do público. Era sua opção. Obsessivamente mantida. Ainda que sua cor e seu nariz não parassem de mudar, essa decisão se manteve estável.</p>
<p>Por isso, é chocante que, apenas alguns dias após sua morte, esses filhos tenham sido expostos ao mundo de forma tão ostensiva. Incentivados pela família. Dos rosto cobertos de pouco tempo atrás ao choro em <em>close</em> transmitido para o mundo inteiro, sem escala. Que desespero Michael Jackson deve ter sentido caso tenha assistido à transmissão lá do céu, ao ver sua filhinha naquele palco, chorando, nervosa, expondo para o mundo inteiro um momento de tanta fragilidade. Aqueles tios e tias em volta da menina, preocupadíssimos em arrumar o microfone, certificando-se que a potência midiática daquele ato (espontâneo?) não fosse enfraquecida por um simples microfone desajeitado, assustou. E funcionou. Em todos os jornais, sites, programas, o registro do momento, qualificado como o mais emocionante da cerimônia-circo, classificado como a máxima homenagem.</p>
<p>Uma menina de 11 anos, filha da mega-celebridade mundial, agora órfã de pai, chorando em cima de um palco, declarando seu amor: uma combinação perfeita para desencadear choros em série. Chamar isso de homenagem ao pai que nunca a quis sequer fotografada ao seu lado é um pouco estranho. Mas o que não é estranho em tudo o que cerca a morte de Michael Jackson?</p>
<p></code><object width="425" height="344">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Dj02-glXr1k&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param>
<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Dj02-glXr1k&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/10/cena-deprimente/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Natural?</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/09/natural/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/09/natural/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 20:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/07/09/natural/</guid>
		<description><![CDATA[Minha coluna, publicada na revista TPM.
O parto é um momento de intimidade. Intimidade da mulher com seu corpo, da mulher com seu parceiro, da mulher com seu bebê. Da mulher com seu médico, com o assistente do médico, com a enfermeira, a outra enfermeira, o anestesista, o fotógrafo, o cameraman e, eventualmente, a platéia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Minha coluna, publicada na revista TPM.</em></p>
<p>O parto é um momento de intimidade. Intimidade da mulher com seu corpo, da mulher com seu parceiro, da mulher com seu bebê. Da mulher com seu médico, com o assistente do médico, com a enfermeira, a outra enfermeira, o anestesista, o fotógrafo, o cameraman e, eventualmente, a platéia de amigos e familiares emocionados, que se posta do lado de fora do vidro, para ver o show da vida começar. A falta de privacidade é só um dos desafios da experiência. Há ainda que abstrair-se da luz forte, dos sons estranhos, dos instrumentos ameaçadores dispostos na bancada, do medo que o médico tenha outro compromisso, etc., etc.</p>
<p>Mas, não é sempre assim. Muitas mulheres fazem escolhas - aquelas que podem escolher - para contar com tempo, espaço e dinâmicas que cooperem com o desejo por uma experiência mais intimista e menos intervencionista, em que o corpo avance até o nascimento de forma natural. A busca pelo que é natural poderia ser um movimento simples, intuitivo… natural. Física e emocionalmente. Cada um a seu tempo, em contato com novas sensações, imprimindo seus próprios significados às experiências vividas, Mas as práticas naturais da vida também já foram colonizadas. Ao parto natural e à maternidade já foram coladas narrativas-modelo, ultra idealizadas, que dão forma ao que viver e sentir. Mulheres-deusas, no mínimo. Nas articulações desse mecanismo, um paradoxo: é preciso aprender a ser natural. Cursos, livros, terapias, produtos. Mas, o que há tanto a aprender, se é para ser natural?  Ou seria mais o caso de desaprender? Desaprender, para resgatar a natureza feminina, essência de toda mulher? Aí começa um outro problema…</p>
<p>A natureza feminina é um conceito perigoso. Dissemina-se na figura da mulher “misteriosa”, que poderá ser decifrada a partir dos seus hormônios. As feministas se dedicaram a desconstruir esta noção, lá no século passado, separando sexo biológico e gênero e  mostrando que muitos dos comportamentos femininos tidos como “naturais” são, na verdade, produtos da cultura. Mas na mídia, por exemplo, o mito da natureza feminina sobrevive forte e saudável, em discursos pontuados por novíssimas pesquisas biomédicas ou por curiosas formulações evolucionistas. Nos domínios deste mito está o mais incisivo dos imperativos que recaem sobre a mulher: só é mulher de verdade, aquela que é mãe. Não quer casar? Muito interessada em seu trabalho? Gostando da sua vida sem filhos? Tudo bem, tudo ótimo, mas aguarde, porque, no frigir dos óvulos, o relógio biológico vai cobrar a conta. </p>
<p>Parece rigoroso e cruel com aquelas que escolhem trilhar outros caminhos, desobedientes à tarefa de procriar. Precisamos aprender a refletir criticamente sobre os muitos discursos impositivos, sobre o que é ser mulher e como ser mulher. E, mais ainda, de motivar este pensamento crítico nas filhas dos partos naturais que um dia escolhermos, SE escolhermos ter.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/07/09/natural/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Por que?</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/05/12/por-que/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/05/12/por-que/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 May 2009 19:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/05/12/por-que/</guid>
		<description><![CDATA[Uma menininha de 6 anos - elas, sempre elas, essa inesgotável fonte de questionamentos inspiradores - acorda de manhã e pergunta à mãe:
“Mamãe, existe menina que namora menina?”
Antes de responder, a mãe, sonada, pensa: “o que é isso? Com o que essa garota sonhou? De onde vem essa pergunta logo cedo? Bom, vamos lá&#8230;”
“Sim, existe.”
“Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma menininha de 6 anos - elas, sempre elas, essa inesgotável fonte de questionamentos inspiradores - acorda de manhã e pergunta à mãe:</p>
<p>“Mamãe, existe menina que namora menina?”</p>
<p>Antes de responder, a mãe, sonada, pensa: “o que é isso? Com o que essa garota sonhou? De onde vem essa pergunta logo cedo? Bom, vamos lá&#8230;”</p>
<p>“Sim, existe.”</p>
<p>“Por que?”</p>
<p>O que significa este “por quê?”, especula novamente a mãe-pensadora, agora já menos sonada. Seria apenas uma vinheta de passagem, quase um TOC infantil, que sempre se repete, independentemente do tema? Ou seria a hegemonia da cultura heterossexual já pesando na existência da menininha de 6 anos? Disney, Disney&#8230; Bom, vamos lá, novamente&#8230;</p>
<p>“Porque gostam.”</p>
<p>Mas questionamentos de menininhas de 6 anos não se contentam com pouco:</p>
<p>“E aí pode ter filho?”</p>
<p>“Não, quer dizer, sim, quer dizer, depende, quer dizer: vamos tomar nosso café-da-manhã?”</p>
<p>A mãe fala que, para ter filho, precisa de um pai e de uma mãe. Fala, mas, imediatamente percebe que esta informação está totalmente desatualizada, do ponto de vista político e científico (mais científico do que político, é verdade). A menininha, então, derrama sua liquidez-pós-moderna e resolve o problema: “ah, tudo bem, vai ter um pai de cabelo comprido”. Ao menos esteticamente, está tudo resolvido. Fica assim estabelecido, nesta conversa matinal básica, que meninas que namoram meninas podem ter filhos e pronto.</p>
<p>O caso de <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI64032-15228,00-ESTOU+GRAVIDA+DA+MINHA+NAMORADA.html">Adriana Tito Maciel e Munira Khalil El Ourra</a> está aí para mostrar a atualidade do pensamento da menininha de 6 anos. As duas, que vivem juntas há dois anos, são mães biológicas de um casal de gêmeos que acaba de nascer. Uma doou os óvulos, que foram fecundados pelos espermatozóides de um doador anônimo e implantados no útero da outra. As mães, agora, lutam para conseguir na Justiça o direito à dupla maternidade. Trata-se de um pedido inédito no país. Segundo especialistas, com poucas chances de ser concedido.</p>
<p>A legislação e os padrões sócio-culturais estão andando bem mais devagar do que a ciência. Mas, é claro que, cada vez mais, as configurações familiares vão se multiplicar. Assim como vão se multiplicar as definições de gênero, sexo, maternidade, paternidade. Voltando à menininha de 6 anos, sua pergunta escancara, no mínimo, uma realidade: refletir sobre os padrões que estabelecem o que é “normal” e o que é “esquisito” é fundamental para aqueles que educam as novas gerações.</p>
<p><em>Denise Gallo é sócia da Uma a Uma.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/05/12/por-que/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Coluna TPM</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/05/07/coluna-tpm/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/05/07/coluna-tpm/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 May 2009 18:47:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/05/07/coluna-tpm/</guid>
		<description><![CDATA[Minha coluna publicada na última edição da revista TPM, dentro da reportagem especial da revista, cujo tema era o aumento de consumo de cocaína entre as mulheres.
Felicidade transbordante
Por *Denise Gallo
A felicidade é a religião do indivíduo moderno, escreveu Edgar Morin. Sua essência é uma “mitologia euforizante”, que arremessa para longe qualquer mal-estar que incomode o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha coluna publicada na última edição da revista TPM, dentro da reportagem especial da revista, cujo tema era o aumento de consumo de cocaína entre as mulheres.</p>
<p><strong>Felicidade transbordante</strong><br />
Por *Denise Gallo</p>
<p>A felicidade é a religião do indivíduo moderno, escreveu Edgar Morin. Sua essência é uma “mitologia euforizante”, que arremessa para longe qualquer mal-estar que incomode o lustroso projeto de vida contemporâneo: um conto bem contado, que combina prazer em doses cavalares, poder individual ilimitado e soluções imediatas para todos os males, renovadas a cada estação. Funciona bem, nas páginas das revistas. Quanto à insatisfação crônica que ronda as vidas imperfeitas do mundo real, num eufemismo esperto, ela vira “motivação para a mudança”. E é importante que seja assim, pois, sem insatisfação, não há consumo e sem consumo…</p>
<p>O romance <em>Ser Feliz</em>, de Will Ferguson (Companhia das Letras) - não sou a primeira a citá-lo - é uma irônica descrição do que aconteceria caso o projeto de felicidade da nossa cultura fosse concretizado. Na história, uma editora publica um livro de auto-ajuda que, diferentemente dos demais, funciona. As pessoas que leem, atingem um grau de bem-estar nunca experimentado e, plenamente satisfeitas, não querem mais rejuvenescer a pele, fazer dieta, comprar acessórios da moda ou ouvir conselhos. Como consequência, as indústrias começam a falir e o capitalismo entra em colapso. Curiosamente, as primeiras “vítimas” da nova ordem são as indústrias de tabaco, de bebidas e as drogas. Faz sentido. Assim como faz sentido o seu oposto: que uma sociedade regida pelo imperativo do gozo inatingível veja crescer o consumo dos mais diversos aditivos químicos que estreitam, ainda que momentaneamente, o abismo entre projeto e realidade. Difícil dar conta dessa obrigação de ser feliz. </p>
<p>Enquanto a ficção não se torna realidade, um entusiasmo excessivo, totalmente dependente do consumo, segue estampado em capas e telas. A mídia é empolgada por natureza. A mídia feminina, ainda mais. Mulheres saltitantes e sorridentes rodopiam de uma página a outra. O êxtase é total. Ou melhor, o êxtase é total!!! Isso mesmo: total!!! Alguém pode me explicar para que tantos pontos de exclamação? Eu contei: quarenta e nove pontos de exclamação foram utilizados em apenas oito capas de uma revista feminina feita para as mulheres de 20 e poucos. Sobre a origem do ponto de exclamação, a Wikipedia explica que a hipótese mais provável é que o sinal tenha surgido da junção de letras da palavra io, &#8220;exclamação de alegria&#8221;, em latim. Esse é o problema: quem sente tanta alegria? Aí você olha para sua vida, onde provavelmente encontrará muito mais pontos de interrogação, eventualmente algumas reticências, e talvez pense que há algo errado… com a sua vida ou com a revista? </p>
<p>Abaixo o ponto de exclamação. Chega do show de empolgação que nada tem a ver com as contradições humanas. Precisamos todos nos desintoxicar desse <em>drive-thru</em> de felicidade, de definições arbitrárias e receitas infames. Peça pelo número: zero. E não se esqueça que a moda agora é ser simples. Mas essa pegadinha, a gente deixa para um outro texto.</p>
<p><em>*Denise Gallo, 38, é sócia da Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino: blog.umaauma.com.br. Seu email: denise@umaauma.com.br</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/05/07/coluna-tpm/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Alguém falou que era fácil?</title>
		<link>http://blog.umaauma.com.br/2009/02/13/alguem-falou-que-era-facil/</link>
		<comments>http://blog.umaauma.com.br/2009/02/13/alguem-falou-que-era-facil/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 13:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.umaauma.com.br/2009/02/13/alguem-falou-que-era-facil/</guid>
		<description><![CDATA[
Educar é um prazer e um suplício. Para mães obsessivas, como são 99,9% das mães, é difícil que se passe um só dia sem que alguma complexa questão seja formulada na cachola. As questões, evidentemente, vão mudando ao longo dos anos e, com o tempo, a gente percebe que não precisaria ter se preocupado com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blog.umaauma.com.br/up/u/um/blog.umaauma.com.br/img/logo_blog_1_2_3_4_5_6_7_8_9_10_11.jpeg" alt="logo blog 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 - logo blog 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11" title="logo blog 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 - logo blog 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11" /></p>
<p>Educar é um prazer e um suplício. Para mães obsessivas, como são 99,9% das mães, é difícil que se passe um só dia sem que alguma complexa questão seja formulada na cachola. As questões, evidentemente, vão mudando ao longo dos anos e, com o tempo, a gente percebe que não precisaria ter se preocupado com boa parte delas (“ai meu Deus! Planejei tirar a chupeta da minha filha aos 3 anos e ela já está com 3 anos, um mês e oito dias e eu ainda não tirei!!!!”). Que diferença isso vai fazer? Mas este “distanciamento histórico” não alivia em nada porque as questões de hoje são sempre <em>as</em> fundamentais. E são tantas as questões! E são tantas as mães falando sobre essas questões! Está todo mundo sempre se perguntando alguma coisa. E mais um tanto de gente se metendo a responder, com base em algum dos milhares de livros, pesquisas, especialistas e saberes técnicos que, paulatinamente, vão soterrando a (um dia célebre) “intuição de mãe”.</p>
<p>Mas, também, como dar ouvidos a uma reles intuição quando já existe até universidade para a formação de pais? Sim, sim. A Folha Equilíbrio de ontem <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u502822.shtml">noticiou</a> que foi criada uma Universidade para pais, na Espanha. Os alunos (pais e mães, no caso) são orientados por “um tutor, que prepara atividades e tarefas de casa, faz avaliações, dá notas e auxilia nos problemas e nas dúvidas, tudo isso para que os pais consigam transmitir aos filhos o que é chamado de recurso educativo”. Não é incrível? Intuição vai virar coisa de curandeiro! Imagine seu filho adolescente jogando na sua cara: “ô mãe, você nem tem o superior completo de maternidade e acha que pode me dizer o que tenho que fazer? Qual a sua fundamentação teórica, afinal, para afirmar que eu preciso estudar? Cadê o seu diploma de mãe?”. </p>
<p>E quem faz terapia (ou seja: 99,9% das 99,9% das mães obsessivas citadas), ainda tem que lidar com a consciência dolorosa (ou ilusão) de que todos os nossos movimentos maternais terão um imenso impacto na saúde emocional de nossos filhos. É bom, porque, assim, a carga aumenta bastante e é esta ilusão de controle que nos faz comprar livros, ler revistas, fazer cursos etc. Imagine se minha avó lá estava preocupada com o que Freud postulou sobre o desenvolvimento da sexualidade das crianças.</p>
<p>Já faz algum tempo que as pesquisas da Uma a Uma vêm mostrando que as mães estão cansadas de tantas regras e teorias. Mas são tão grandes as expectativas que depositamos nos nossos “projetos” (leia-se “filhos”) que relaxar é um grande desafio. E, para relaxar, deixo <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata/?title=blowing_in_the_wind&#038;more=1&#038;c=1&#038;tb=1&#038;pb=1">aqui</a> o link do incrível texto do Antonio Prata sobre um pai que parecia não estar nem aí para universidades de pais&#8230;</p>
<p><em>Denise Gallo e Renata Petrovic são sócias da Uma a Uma.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.umaauma.com.br/2009/02/13/alguem-falou-que-era-facil/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
